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Caio San responde 7 perguntas

  • Foto do escritor: Ba
    Ba
  • 29 de jun. de 2022
  • 3 min de leitura

Vivendo no Chile, nos últimos anos o Caio produziu e vendeu pães de fermentação natural à frente da Fermê — que encerrou as atividades em janeiro. Mas se você que me lê vive no Brasil, é mais provável que o conheça por essa frase aqui: “Tá ouvindo esse barulho? Refogado...”, pois é assim que começam os episódios do podcast dele!


Caio San (acervo pessoal)

O Refogado surgiu das saudades que Caio sentia do Brasil, como um resgate de suas raízes. Com o passar do tempo outras camadas vieram e ele passou a prestar atenção em todas as conexões que a comida fazia e faz, seja com política, sociedade, ancestralidade...


Preocupado em sempre pesquisar bem os assuntos, trazendo referências, vozes e pontos de vista além dos dele, o Refogado tinha desde a definição das pautas até as gravações feitas pelo Caio — exceto as edições, que por um período não estavam mais em suas mãos.



Sem atualizações há alguns meses, Caio não sabe se algum dia retorna a produzi-lo. Contudo, apesar de hoje seguir em outra área de trabalho, a relação que ele construiu com a comida depois do Refogado, permanece transformada.


As respostas dele foram inicialmente publicadas no perfil @sobrecomida_lab no dia 1 de junho.



1 | Por que você escolheu trabalhar com comida?


Eu escolhi por uma afinidade técnica e emocional: sempre cozinhei desde pequeno e assim que me senti seguro que podia fazer um produto razoável e de qualidade para ser vendido, mudei algumas coisas na minha vida laboral e me lancei no negócio de pães.



2 | Tens uma memória gustativa que queiras dividir com a gente?


Sim, uma que me demorou demais pra lembrar e apenas o gosto me fez ter essa lembrança: no Chile se faz uma bebida chamada mote con huesillos, um tipo de chá a base de pêssegos desidratados fervidos com açúcar mascavo e no fundo do copo colocam trigo mote cozido.

Bem, quando cheguei aqui eu tomei o tal mote con huesillos e o sabor me lembrava algo da minha infância, mas que não conseguia lembrar de jeito nenhum o que era, até que lembrei que minha mãe fazia kombucha (na época se chamava de água de passarinho) e o sabor era bem correlato. Isso me trouxe muitas memórias da infância.


3 | Tens um sonho gastronômico que você ainda não realizou?


Tenho vários, mas um deles chega a ser besta, por que já comi coisas mais caras: nunca comi lagosta na vida e sempre quis comer.



4 | Qual seu prato preferido hoje?


Isso é muito difícil de escolher... Mas acho que pizza fermentada lentamente e assada no forno a lenha.



5 | Por que você acha que estudar e conversar sobre comida é importante?


Comida é a base da nossa sobrevivência e com isso, o pilar de várias culturas distintas, conhecimentos, ancestralidades, afetos, política, geografia... Estudar comida é estudar a humanidade.



6 | Sugere uma referência para assistir, ouvir ou ler sobre comida, por favor.


Oxi, aí tenho que recomendar meu podcast Refogado, que está no Spotify e no portal Desaprender. E fora isso recomendo o Podcast Marcha e Sai de chefes contando sua vida na cozinha e acabando com o romantismo de trabalhar do lado de lá em um restaurante.



7 | Para encerrar, como você se apresentaria para quem não te conhece?


Eu sou o Caio San, vivo no Chile e me aventurei a criar um podcast sobre comida e cozinha chamado Refogado, para resgatar um pouco da minha própria história e a relação com os alimentos, já que não vivo mais na minha terra natal. Para além disso eu gosto de criar (seja desenho, podcast, projetos, móveis, ideias, magias etc) e de cuidar de minha família. Design é o que me dá dinheiro.


Perfil do Caio San: @ocaiosan

Podcast: Refogado

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Oi, eu sou a Bá por trás do sobrecomida_lab e sonho um espaço de trocas e conexões, onde comida é meio e/ou mensagem. Um laboratório de ideias que não tem endereço (ainda?), mas tem sotaque.

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