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Tielle Haas responde 7 perguntas

  • Foto do escritor: Ba
    Ba
  • 3 de ago. de 2022
  • 3 min de leitura

Gaúcha que vive em Florianópolis há mais de 20 anos, Tielle Haas é daquelas mulheres que chegam para quebrar estereótipos e lugares-comuns. Sendo skatista há mais de 30 anos, está acostumada a romper barreiras e a não se deixar parar para se encaixar em padrões.


O amor pela cozinha a acompanha desde a infância, mas há 6 anos se dedica profissionalmente à área. Hoje trabalha com serviço personalizado, cozinhando em eventos ou na casa dos clientes, além de auxiliar outros chefs da região.


Tielle Haas (acervo pessoal)

Sonhadora, é na ação, contudo, que se realiza. Acostumada a encabeçar suas próprias ideias e ideais, por muitos anos tocou o Manobras do Bem, projeto de inclusão social através do skate. Quando passou para cozinha, porém, essa força mobilizadora não mudou: desde 2019 toca o incrível — e necessário — Do Mar.


Percebendo que as áreas de costão de Florianópolis estavam sendo degradadas (muito lixo depositado e extração predatória de insumos marinhos), decidiu agir. Autodidata, como em todo resto, passou a pesquisar o bioma da Joaquina, a fim de proteger a área — ela vai, inclusive, diariamente limpar os costões.


Foi em meio a essas pesquisas que descobriu a flor de sal da Joaquina — que depende de condições climáticas bem específicas para ser coletada —, tornando a ligação do Do Mar com a gastronomia ainda mais forte. Através do projeto busca também incentivar o uso culinário de vegetais marinhos, sonhando um dia uma área de cultivo que vá além das algas.


Registrando as PANCs do costão, ensinando sobre defeso e extração sustentável, Tielle coloca na prática o que muitos ainda vivem na teoria. E como o skate nunca saiu do seu dia a dia e coração, sonha com um projeto de inclusão social através da união da cozinha e do skate.


Vem conhecer um pouco mais sobre ela através de suas respostas às 7 perguntas.


1 | Por que você escolheu trabalhar com comida?


Sempre tive a gastronomia ligada a mim, pois na minha família viveram grandes cozinheiras e cozinheiros, minha vó uma doceira exímia, minha madrinha, meu padrinho churrasqueiro e que só cozinhava em panela de ferro no fogão a lenha. Minha mãe e meu pai também. Depois de muitos anos trabalhando em banco, depois como skatista, larguei tudo e comecei a me dedicar à cozinha, e nunca mais saí. Hoje me dedico ao Do Mar e à pesquisa de insumos marinhos, PANCs e bioma de costões, flor de sal natural, tudo com finalidade gastronômica.


2 | Tens uma memória gustativa que queiras dividir com a gente?


Tenho algumas, o cheiro da comida feita no fogão a lenha pelo meu padrinho Serafim que morava ao lado da minha casa, o pudim de claras da minha avó paterna que parecia uma nuvem, o frango fritinho na panela com um pouco de açúcar queimado da minha mãe.



Tielle Haas (acervo pessoal)

3 | Tens um sonho gastronômico que você ainda não realizou?


Quero ir a feira internacional do Ouriço em Portugal, aprender mais e trazer para cá esse conhecimento para aplicar no projeto Do Mar, além de criar um guia sobre PANCs de costões e outros insumos. São muitos sonhos, porque na gastronomia os sonhos só aumentam, mas quero auxiliar muitos chefes na cozinha ainda, gosto de liderar, mas gosto mais ainda de ser o braço direito de outros profissionais, porque amo aprender, e a troca ao lado de grandes chefes proporciona esse aprendizado.



4 | Qual seu prato preferido hoje?


Difícil, eu gosto de comer tudo, mas tenho paixão por carne e por Ramen.



5 | Por que você acha que estudar e conversar sobre comida é importante?


O estudo é para sempre, nunca se sabe o suficiente, todo dia é um aprendizado, e eu acredito na troca de conhecimento, nas conversas e nas collabs.



6 | Sugere uma referência para assistir, ouvir ou ler sobre comida, por favor.


Eu sou apaixonada pelo Anthony Bourdain, então vale a leitura, e também assistir seus documentários ou programas. Eu leio muito e de todo tipo de culinária. Não sou adepta de podcast então não posso indicar. Mas acredito que qualquer livro que se leia, revista, vídeo, conversa, se aprende algo.



7 | Para encerrar, como você se apresentaria para quem não te conhece?


Cozinheira, marisqueira, pesquisadora autodidata, apaixonada pelo mar e pelo que sai dele, sou da cozinha fogo de chão, simples, e com muita consciência sobre os insumos.


Perfil do projeto Do Mar

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Oi, eu sou a Bá por trás do sobrecomida_lab e sonho um espaço de trocas e conexões, onde comida é meio e/ou mensagem. Um laboratório de ideias que não tem endereço (ainda?), mas tem sotaque.

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