Paulo Machado responde 7 perguntas
- Ba
- 18 de ago. de 2022
- 3 min de leitura
Viajar. Conhecer “o outro” para “se conhecer”. Trocar. Respeitar as diversas culturas espalhadas por este mundo, levando um pouco (muito) de suas raízes por aí. Em resumo, essa é a missão que o Paulo Machado assumiu através das escolhas e dos caminhos que trilhou nos últimos anos.

Conhecido como um grande divulgador da cozinha brasileira para o mundo e da cozinha pantaneira para o Brasil — é autor do livro Cozinha Pantaneira: Comitiva De Sabores —, ele começou sua vida profissional na gastronomia como garçom, depois de desistir de uma carreira no direito. De garçom a divulgador da cozinha brasileira e regional alguns anos se passaram e hoje, entre cozinheiro, chef, pesquisador, professor de graduação em gastronomia, membro da Slow Food, palestrante, escritor, apresentador… Paulo é antes um curioso.
Como um amante da comida e das viagens desde muito jovem, enxergou nesse “conhecer suas origens” movimento — pois entender de onde veio não é ficar parado. Na verdade, pode ser motor para trocas e relações, riquezas não só de um cozinheiro, mas de quem gosta da vida.
Movido por essa paixão, hoje atua, principalmente, no Instituto de Pesquisas Alimentares Paulo Machado e no Brasil Foods Safari; este último criado em parceria com Pollianna Thomé e que tem como proposta levar pessoas a conhecer tanto as riquezas alimentares do próprio país, quanto deste vasto mundo —, nunca esquecendo, claro, de deixar um pouco de Brasil por onde passam.
Confere as respostas dele às 7 perguntas:
1 | Por que você escolheu trabalhar com comida?
Por conta do meu apetite, somado a minha curiosidade pela origem. E depois descobri que a perseguição por originalidade, que pra mim corresponde também a identidade e correspondência. Ou seja, comida é minha vida.
2 | Tens uma memória gustativa que queiras dividir com a gente?
A comida das tias Dete e Adelaide, curiosamente quando criança eu achava uma comidinha besta. Batidinho de milho, arroz integral, pernil de porco assado ou linguiça, mandioca cozida, salada, farofa de ovos. Tudo trivial, trabalhadinho no alho e na cebola, a comida mais simples e a que mais tenho saudades. Me vem até o cheiro, boca chega a salivar.
3 | Tens um sonho gastronômico que você ainda não realizou?
Sim, provar comida vietnamita no Vietnã. A comida de rua deles que é tão versátil, cheia de produtos e replicada no mundo todo.
4 | Qual seu prato preferido hoje?
Feijoada, impossível não amar. Acho um prato sensitivo, “hermoso”, rico e de uma potência incrível. Não existe uma feijoada igual a outra, sou apaixonado. Só não quando é um prato ruim. Ou mal feito. Aí não suporto.
5 | Por que você acha que estudar e conversar sobre comida é importante?
O jeito de fazer, entender o que se come ou como servir, são necessidades básicas de sobrevivência e comunicação da humanidade. Nesse tempo que vivemos, a era do digitalizado, mudou muita coisa no mundo. E é importante não perder essa conversa.

6 | Sugere uma referência para assistir, ouvir ou ler sobre comida, por favor.
Ouvir - adoro cozinhar ouvindo Gabriel Satter Ler - As revoluções da comida do Rafael Tonon
Assistir - o Iron Chef Brasil, mal posso esperar.*
7 | Para encerrar, como você se apresentaria para quem não te conhece?
Um sujeito feliz, que adora a vida.
*o Iron Chef Brasil ainda não tinha estreado no momento que respondeu.
Paulo Machado foi indicado a responder as 7 perguntas por Jiro Shimoda, pois para ele o Paulo "é de uma generosidade incrível, sempre pronto para compartilhar vivências. Viaja o mundo em busca de sabores e de saberes, mas sempre com a cozinha pantaneira na mochila, nunca perdendo a oportunidade de mostrar um pouco da cozinha regional brasileira por onde passa. Conheço o chef desde 2015/2016, mas em 2018 compartilhamos uma tarde de caminhada em Tokyo, onde comemos em alguns restaurantes aleatórios, sem avaliação prévia."
Perfil do Paulo Machado
Perfil do Instituto Paulo Machado
Site do Brasil Foods Safari




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